Saudade de quando a única pressa era de comer rápido a fim de voltar pra rua para brincar 1y61w
Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)
Saudade do tempo que se tinha tempo. De quando o tempo não era inimigo. Hoje, todos corridos, eu no meio, reclamando da falta de tempo para realizar pequenas coisas que dão prazer. Parece que o tempo acelerou, quando na verdade somos nós que estamos ando rápido: envelhecendo, adoecendo e morrendo. O tempo sem se preocupar comigo segue seu curso. Talvez, rindo de mim.
Sou antigo, do tempo em que as roupas descosturadas eram cerzidas à mão, e as brancas sujas, lavadas com sabão em barra e boneca de anil (alguém se lembra?); depois colocadas nos varais para quarar. Um dia todo pra lavar roupas! Não havia pressa.
E, para dormir, ar pasta de dente para aliviar a dor. Lembro de ter frieira entre os dedos dos pés e coçar no punho da rede. Acho que não existe mais frieira no mundo. Nunca mais ouvi alguém falar que ainda tenha frieira. E bicho de pé? Meu avô Agripino, enfermeiro prático, lá em Rosário, esquentava a agulha na chama da vela para esterilizar, e depois espremer para o bicho sair.
Lembro da casa de meus avós paternos, no Sítio do Físico. Do cheiro da comida no fogão a lenha, feito por minha avó Olindina. Do almoço colocado de manhã bem cedo, pra cozinhar devagar. Minha memória gustativa tem sabor de ado. De como demorava entrar de férias escolares.
Lembrei de tudo isso, pois hoje vi garotos empinando papagaio, olhando para o céu, sem a mínima preocupação com os que avam ao largo.
Ao observá-los, pensei: trocaria tudo o que sou, ou penso que tenho, para voltar a ser apenas um garoto.
“O tempo só anda de ida”, Manoel de Barros, poeta mato-grossense. Anda apenas para frente. Uma pena.
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